A nova era do luxo na pista

O setor de hospitalidade premium na Fórmula 1 passou por uma transformação radical. O modelo tradicional, baseado em suítes e acesso ao paddock, já não basta para reter a atenção dos clientes de alto poder aquisitivo (VICs). A LVMH, através de sua divisão Moët Hennessy, introduziu uma abordagem que funde velocidade com sofisticação culinária, elevando o custo de participação para cerca de US$ 13.200 por pessoa.

Conceito e execução do The Out Lap

O projeto The Out Lap funciona como um restaurante móvel de alta gastronomia sobre rodas. Limitado a apenas 12 convidados por edição, o veículo percorre o circuito antes das atividades oficiais, parando em curvas emblemáticas. Em cada ponto, chefs renomados, muitas vezes detentores de estrelas Michelin, servem pratos exclusivos harmonizados com os portfólios de vinhos e destilados do grupo.

Exclusividade e storytelling estratégico

A experiência vai além da comida. Ela utiliza o cenário da corrida como palco para narrativas históricas. Em Madri, por exemplo, o ex-piloto Bruno Senna atuou como embaixador, conectando episódios da categoria aos sabores apresentados. A estratégia da Moët Hennessy é distribuir suas marcas — Numanthia, Hennessy, Krug — por diferentes momentos do fim de semana, criando um ecossistema de pertencimento inegociável.

Impacto nos negócios de hospitality

Para líderes de negócios e gestores de relacionamento B2B, o caso ilustra uma mudança fundamental: o produto não é mais o ativo isolado, mas a experiência gerada em torno dele. Ao aprender com parceiros de luxo, a própria F1 reconhece que a retenção de elite depende de criar memórias difíceis de replicar, unindo cultura local, prestígio esportivo e excelência operacional.