A expansão internacional vem ganhando espaço entre empresas brasileiras de serviços, especialmente em segmentos que podem operar de forma digital. Em 2025, o Brasil exportou US$51,83 bilhões em serviços, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o maior valor da série histórica.
Para agências de marketing, esse cenário amplia as possibilidades de atuação fora do país. Mas entrar em um novo mercado vai além de oferecer serviços remotamente: compreender hábitos de consumo, cultura, concorrência e formas de comunicação é parte importante do processo de internacionalização.
Um exemplo desse movimento é a Mella Agency, agência de marketing 360º fundada em 2025 por Maria Eduarda Giráldez e Rafaella Dalla Vecchia. Com operação online e equipe concentrada no Rio de Janeiro, a empresa atualmente atende clientes no Brasil e nos Estados Unidos.
A atuação internacional começou a partir da própria experiência das fundadoras. Maria Eduarda é formada em Marketing e possui mestrado em Science of Marketing, em Miami, enquanto Rafaella é formada em Moda na mesma cidade. A vivência acadêmica e profissional nos Estados Unidos ajudou as sócias a compreender características do mercado e do consumidor americano.
“Por já termos vivido e estudado nos Estados Unidos, a gente conhece de perto a cultura, o consumidor e a forma como as empresas americanas enxergam marketing, o que facilitou bastante nossa entrada no mercado.”
A Mella atua em diferentes frentes, como redes sociais, estratégia, branding, identidade visual, tráfego pago, websites, captação de conteúdo e comunicação para eventos.
Expansão exige adaptação
A experiência de empresas como a Mella também mostra que a internacionalização envolve desafios que vão além da distância geográfica. A construção de relacionamento, o entendimento das particularidades de cada mercado e a adaptação da comunicação estão entre os pontos que precisam ser considerados por negócios que buscam clientes no exterior.
Para 2027, a agência pretende fortalecer sua área comercial nos Estados Unidos, ampliar a presença de clientes internacionais e iniciar uma expansão para a Europa.
O movimento acompanha uma transformação mais ampla no comércio de serviços. Segundo o MDIC, os serviços que podem ser entregues digitalmente vêm ganhando participação nas exportações brasileiras, impulsionados pela possibilidade de prestação remota de atividades de maior valor agregado.
Nesse cenário, para empresas de marketing e comunicação, a internacionalização deixa de depender necessariamente da presença física em outro país e passa a exigir principalmente conhecimento de mercado, capacidade de adaptação e posicionamento.

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