O mercado precisa de estrutura

O futebol feminino brasileiro entrou em uma nova fase com a publicação de diretrizes legais permanentes. A legislação reconhece a modalidade como prioridade na política pública esportiva, atribuindo ao Ministério do Esporte o papel central de promover condições favoráveis ao desenvolvimento tanto da vertente profissional quanto amadora.

Profissionalização e empregabilidade

A norma exige um cronograma claro para reduzir progressivamente a presença de atletas não profissionais nas competições oficiais, visando a total profissionalização. Além disso, abre portas para a empregabilidade feminina em funções técnicas, como arbitragem, treinamento, gestão e educação física, criando um ecossistema mais robusto.

Segurança e combate à discriminação

Clubes e entidades devem elaborar protocolos rigorosos contra discriminação, intolerância e violência. As medidas protegem atletas, árbitras, treinadoras e torcedoras, com prazo de 180 dias para adequação inicial. A lei também garante proteção específica aos direitos ligados à gravidez e maternidade, fundamentais para a retenção de talentos.

Legado da Copa do Mundo Feminina 2027

Um ponto estratégico é a exigência de um plano de legado alinhado à Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, sediada no Brasil. O objetivo é usar o evento internacional como alavanca para aumentar a participação feminina no esporte e fortalecer a sustentabilidade econômica das equipes nacionais.