Escassez estrutural define o mercado

O setor de galpões logísticos em São Paulo opera em patamares históricos de tensão entre oferta e demanda. Dados consolidados pela CBRE revelam que a vacância caiu para 3,8% ao final de setembro, o nível mais baixo registrado em 18 anos. Esse cenário indica que a infraestrutura disponível não acompanha a velocidade do crescimento das operações empresariais na região.

Distribuição geográfica da demanda

A concentração espacial é um fator crítico para investidores e gestores. Cerca de 68% da absorção bruta anual ocorreu no raio de até 30 quilômetros da capital. Nessa zona núcleo, onde estão localizados 13,2 milhões de metros quadrados, a vacância recuou de 4,6% para 4,0%. Nas faixas intermediárias (30 a 60 km) e distantes (60 a 120 km), as quedas foram ainda mais expressivas, sugerindo expansão da logística para periferias metropolitanas.

Impacto nos custos operacionais

Para quem lidera negócios de varejo ou e-commerce, a escassez de espaço físico impacta diretamente a margem de lucro. A competição por metros quadrados próximos aos centros de distribuição eleva os valores de aluguel e reduz a disponibilidade de imóveis prontos. Empresas precisam antecipar contratos ou considerar modelos de terceirização logística para manter a agilidade na cadeia de suprimentos.

  • Vacância histórica de 3,8% em São Paulo;
  • 68% da absorção concentrada no raio de 30 km;
  • Entrega de 900 mil m² insuficiente para equilibrar mercado.