Oportunidade e contexto de mercado

Com a chegada da primavera, o setor de sorvetes ganha novo fôlego. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), o Brasil possui mais de 11 mil empresas atuantes, gerando faturamento superior a R$ 14 bilhões anuais. Projeções globais indicam que o mercado deve atingir US$ 152,96 bilhões até 2031, impulsionado pela demanda por produtos artesanais e gourmet.

Fatores críticos antes do investimento

A entrada no segmento exige cautela estratégica. Carlos Ruben Pinto, CEO da MDS Franchising & Negócios, alerta que a sazonalidade é o principal desafio. É fundamental avaliar se o mix de produtos inclui itens como cafés e doces para manter o fluxo de caixa no inverno. Além disso, a localização deve garantir fluxo de pedestres e espaço para consumo tranquilo, fatores essenciais para a experiência do cliente.

Análise financeira e operacional

O empreendedor precisa calcular o ponto de equilíbrio considerando aluguel e custos fixos. A força da marca e a garantia de fornecimento pelo franqueador são pilares para superar a baixa barreira de entrada do setor. A leitura detalhada da Circular de Oferta de Franquia (COF) é obrigatória para entender taxas, obrigações e histórico financeiro da rede.

Opções de baixo e médio investimento

As barreiras financeiras variam conforme o modelo. A Bengô Açaí inicia com R$ 100 mil em formato quiosque. JAH Açaí e Puro.Açaí pedem cerca de R$ 150 mil. Já Milky Moo, The Best Açaí e Yogoberry exigem entre R$ 215 mil e R$ 270 mil, oferecendo modelos desde móveis até lojas físicas consolidadas.

Gelaterias premium e marcas tradicionais

Para quem busca conceitos mais sofisticados ou tradição, os valores sobem. Chiquinho Sorvetes parte de R$ 385 mil, enquanto Cuor di Crema e Rochinha exigem investimentos acima de R$ 475 mil. A Borelli, focada em gelatos artesanais diários, apresenta o maior custo inicial listado, a partir de R$ 790 mil, refletindo sua estrutura operacional robusta e presença nacional ampla.