Da contabilidade à queijaria artesanal

Martina Sgarbi deixou uma carreira de 20 anos em finanças para criar a Queijo Martina Artesanal. O início foi no sítio de seus pais, na represa de Guarapiranga, zona sul de São Paulo. A motivação era reduzir o estresse e melhorar a alimentação. O diferencial veio ao vencer um concurso com medalha de bronze, validando o produto antes mesmo da primeira venda.

Burocracia virou estratégia nacional

A legislação municipal limitava as vendas locais. A solução foi migrar a produção para Boituva, interior de SP, e obter o Selo Arte do Ministério da Agricultura. Essa certificação permitiu comercializar os nove tipos de queijo, incluindo um envelhecido em cachaça, para todo o Brasil, com investimento inicial de R$ 200 mil.

O modelo de experiência sensorial

A empresa não vende apenas queijo, mas vivências. Por R$ 250 por pessoa, clientes fazem passeio de barco, visita guiada à fábrica e degustação. Essa abordagem aumentou o faturamento em 100%. A estratégia elimina a sensibilidade ao preço, pois o valor percebido pela imersão supera a comparação tradicional de mercado.

Escala controlada e sustentabilidade

Martina produz 300 quilos mensais, mantendo controle rigoroso sobre cada etapa. A equipe conta com três funcionárias auxiliares. O processo segue a economia circular: o soro residual é doado à prefeitura local para virar biofertilizante, fechando o ciclo sustentável da produção.