Da necessidade à estratégia

Elídia Socila não tinha profissão quando decidiu ajudar nas contas da casa. Em 1989, em Belo Horizonte, colocou uma placa na porta oferecendo escovas gratuitas para ganhar prática durante o curso. O resultado foi imediato: trinta mulheres na fila no dia seguinte.

A demanda confirmou que a habilidade manual era seu diferencial. Três meses depois, já formada, passou a cobrar pelo serviço. A fidelidade dos clientes manteve-se mesmo com a mudança para um ponto comercial alugado.

O erro de gestão e a virada do franqueamento

A expansão inicial trouxe desafios reais. Com seis lojas, metade operava no prejuízo e a empresa acumulou 15 ações trabalhistas. Fagner Socila, filho da fundadora, assumiu o controle interrompendo Direito para cursar Administração.

A solução foi estruturar o negócio como franquias. Em 2007, três lojas foram repassadas a antigos funcionários. A padronização e a gestão próxima melhoraram a performance operacional drasticamente.

Escala e internacionalização

Hoje, a rede conta com mais de 130 unidades, sendo 128 franquias. A operação internacional começou há 15 anos nos Estados Unidos e agora inclui duas lojas em Portugal. A família mantém o controle: Fagner lidera o Brasil e a irmã, Teca, as operações externas.

Modelo de receita recorrente

O segredo financeiro está nos pacotes mensais, criados por demanda das clientes. Eles representam 30% do faturamento total. Com ticket médio de R$ 110 e 1,6 mil prestadores de serviço, a rede fechou 2025 com R$ 70 milhões.