Risco jurídico para empreendedores

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo (Abrasel SP) emitiu comunicado oficial repudiando as listas de boicote que circulam nas redes sociais. O movimento, intensificado após o segundo turno eleitoral, visa punir proprietários com base em suas convicções políticas. A entidade alerta que essa prática não é apenas uma questão de opinião, mas um risco concreto de judicialização.

Impacto nos colaboradores

Gabriel Pinheiro, líder executivo da Abrasel SP, enfatiza que o dano financeiro atinge diretamente a cadeia produtiva local. "Promover boicotes por divergência política é uma irresponsabilidade que pune, antes de tudo, o garçom, o cozinheiro e as famílias que dependem daquele CNPJ", afirma. Para gestores, a mensagem é clara: a polarização externa deve permanecer fora do ambiente de trabalho.

Configuração de ato ilícito

A associação esclarece que a divulgação dessas listas pode ser enquadrada como ato ilícito, dependendo das circunstâncias específicas de cada publicação. Isso abre caminho para responsabilização civil dos envolvidos na Justiça. Embora o consumidor tenha liberdade para escolher onde gastar, a discriminação sistemática contra estabelecimentos por ideologia viola princípios básicos de convivência comercial.

Liberdade de escolha versus revanchismo

O texto reforça que a eleição acabou nas urnas, mas no salão dos restaurantes não há espaço para revanchismo. A orientação é de que os negócios não devem discriminar clientes por suas crenças, assim como os consumidores não devem usar sua verba para vingança política. O foco deve retornar ao respeito mútuo e à continuidade do trabalho.