O fim do silêncio pós-venda

No mercado imobiliário tradicional, o intervalo entre a assinatura e a entrega das chaves era marcado por boletos e comunicados de obra. Para o Grupo CPR, esse vazio tornou-se um risco no segmento de luxo. Com as vendas de médio e alto padrão caindo 18,6% na comparação anual (Abrainc-Fipe) e lançamentos crescendo 16,9%, a decisão de compra mudou. A experiência durante a espera passou a pesar tanto quanto o produto final.

Curadoria como porta de entrada

A Fazenda do Lago, em Abadiânia (GO), resolveu essa equação inserindo a comunidade antes da construção física. O modelo exige aprovação para entrar, inspirado em clubes privados onde a afinidade vale tanto quanto a infraestrutura. Em uma área de 2,8 milhões de metros quadrados, a curadoria define não apenas quem compra, mas a qualidade da vizinhança que será construída.

Vivência antecipada e concierge

Após a aprovação, o cliente não aguarda passivamente. Desde a aquisição, há acesso a eventos locais e nas capitais, além de atendimento de concierge. Segundo Marlon Ceni, CEO do grupo, o foco é criar pertencimento imediato. "O Brasil não tem nada parecido: o cliente é o centro de tudo, depois falamos de metro quadrado".

Infraestrutura como prova de confiança

Para sustentar essa promessa, a obra segue ordem rigorosa: terraplenagem e vias primeiro, seguidas por redes subterrâneas e lazer. A transparência na execução serve como argumento de venda. Com documentação aprovada e sociedade de propósito específico, o grupo elimina a incerteza do projeto no papel, transformando a obra em garantia tangível.