Recorde de absorção no mercado paulistano
O mercado imobiliário corporativo de São Paulo apresentou desempenho histórico nos primeiros nove meses de 2026. Segundo levantamento da CBRE Research, a absorção bruta acumulada atingiu 684 mil metros quadrados, um salto de 23% acima da média histórica para o período. O resultado é classificado como recorde de absorção bruta em três trimestres consecutivos.
Além disso, a absorção líquida chegou a 313 mil metros quadrados, outro patamar inédito para a janela analisada. Esses números indicam uma recuperação robusta e sustentada da demanda por espaço físico nas empresas, impulsionando a valorização dos ativos existentes.
Foco na classe Triple A
A preferência do mercado está claramente direcionada para edifícios de alto padrão. Os prédios classificados como Triple A responderam por 60% da absorção bruta total até setembro. Enquanto a vacância geral das lajes corporativas em São Paulo caiu para 15,5%, nos imóveis premium esse índice ficou em 12,8%.
Essa concentração de demanda reflete a estratégia de locadoras que buscam qualidade, infraestrutura moderna e localização estratégica, mesmo em meio a preços mais elevados. A tendência apontada pela CBRE é de estabilidade nos preços gerais, com alta específica para os edifícios Classe A/A+ bem localizados.
Pinheiros e Chucri Zaidan brilham
Dentre as microrregiões, Pinheiros e Chucri Zaidan destacaram-se como os maiores ganhos de ocupação. Pinheiros registrou uma queda de 4,5 pontos percentuais na vacância, caindo para 9,9%. Já a região da Chucri Zaidan reduziu sua taxa em 3,2 pontos percentuais, atingindo 14,6%.
Esse movimento ocorre em um contexto onde a Faria Lima, embora mantenha resiliência, vê seus preços elevados e baixa vacância escoarem locadores para outras áreas da Zona Sul. As regiões citadas oferecem alternativas atrativas com boa conectividade e infraestrutura em expansão.
Impacto para gestores e investidores
Para líderes empresariais, o dado reforça a importância de negociar contratos em imóveis de alta qualidade, pois a escassez relativa nesse segmento pode pressionar aluguéis futuros. Para investidores, a estabilidade dos preços e a alta demanda por ativos premium sugerem oportunidades sólidas no setor imobiliário comercial paulistano.


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