Um museu habitável

O The Maze Rio, localizado no alto da comunidade Tavares Bastos, na Zona Sul do Rio de Janeiro, redefine o conceito de hospitalidade. O empreendimento funciona simultaneamente como hostel, galeria de arte e ponto turístico. A principal atração são os mosaicos que cobrem as paredes, uma obra coletiva iniciada com a participação de viajantes de mais de 50 países.

Evolução do modelo

A ideia nasceu da interação entre hóspedes e o fundador inglês Bob Nadkarni, que faleceu em 2023. Um visitante sugeriu trocar hospedagem por trabalho manual, o que levou à instalação dos azulejos artísticos. Hoje, a gestão é conduzida pela família Feitosa, liderada por Marluce Feitosa, que mantém a essência do projeto original.

Multicanalidade de receita

A estratégia de monetização é diversificada e robusta. A entrada para visitar o espaço custa R$ 20, funcionando de quarta a domingo. Para quem pernoita, as diárias variam entre R$ 150 e R$ 300 nos seis quartos disponíveis. O café da manhã panorâmico, vendido por R$ 69,90, é um diferencial competitivo que já esgotou vagas para o Réveillon e o Carnaval.

Impacto na economia local

O fluxo de turistas gera um efeito multiplicador na comunidade. Visitantes consomem serviços de lavanderias, padarias e hortifrutis da região. Segundo a administração, a presença constante de estrangeiros e nacionais ajudou a Tavares Bastos a criar sua própria identidade turística, beneficiando pequenos negócios estabelecidos.