O mercado vegano cresce além da filosofia

O veganismo deixou de ser um nicho restrito para se tornar uma força econômica relevante no Brasil. Dados da pesquisa Datafolha, divulgada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), indicam que 7% da população se identifica como vegana e 22% já experimentou cortar a carne da dieta. Esse movimento é impulsionado não apenas por questões éticas, mas também por saúde (citada por 74% dos entrevistados) e meio ambiente.

Gastronomia: adaptação para atrair público amplo

Em Brasília, o restaurante Faz Bem – Comida Vegana ilustra essa mudança. Administrado por Larissa Neves, o negócio evoluiu de hortifrúti para hamburgueria e hoje oferece refeições congeladas e empório. A estratégia foca na qualidade e praticidade, atraindo consumidores que busham bem-estar, mesmo sem serem veganos estritos. O apoio do Sebrae em gestão financeira foi crucial para superar os desafios econômicos recentes.

Moda: estética antes da ética

Em São Paulo, Natália Pires fundou a Maduu, marca de bolsas e acessórios veganos. Diferente do discurso militante, a empresa prioriza o design e a funcionalidade, usando materiais sintéticos nacionais duráveis. A estratégia comercial posiciona a estética como principal gancho de venda, revelando a origem vegana apenas como diferencial secundário. Em 2024, a marca captou recursos via investimento coletivo e inaugurou sua primeira loja física em Pinheiros.

Lições para empreendedores

Especialistas do Sebrae destacam que a competitividade exige adaptação constante. Para quem deseja atuar nesse setor, é fundamental realizar pesquisa de mercado local, calcular margens precisas e investir em diferenciação sensorial. A comunicação deve ser clara e transparente, evitando alegações infundadas. A capacitação em gestão e marketing, oferecida por instituições como o Sebrae, é vital para transformar paixão em negócio sustentável.