O poder da escuta no varejo

A Wishin, marca brasileira de calçados femininos, atingiu um faturamento de R$ 59 milhões em 2025. A trajetória não foi linear. O momento crucial ocorreu quando as vendas estagnaram, forçando a cofundadora Anna Shin a sair da retaguarda administrativa e retornar ao atendimento nas lojas físicas. Essa decisão estratégica permitiu identificar falhas na proposta de valor percebida pelo consumidor.

Validação real versus suposições

Em vez de depender apenas de métricas distantes, Anna passou a ouvir diretamente as clientes. O feedback revelou que os produtos haviam se desviado dos pilares originais: conforto, elegância e atemporalidade. Ao reformular a grade com base nessa escuta ativa, a empresa recuperou o crescimento das vendas, provando que entender o público é mais vital do que impor visões internas.

Estratégia omnichannel equilibrada

Hoje, o e-commerce responde por 60% do faturamento, consolidando-se como o canal principal após a pandemia. No entanto, a loja física no MorumbiShopping não é descartável. Ela funciona como vitrine tátil, atendendo à necessidade de experimentar o produto antes da compra. O modelo híbrido permite que o site ofereça um catálogo amplo enquanto as lojas mantêm estoque curado.

Gestão colaborativa e futuro

Para sustentar a meta de chegar a R$ 69 milhões neste ano, a Wishin estruturou um conselho consultivo. Anna defende que o fundador não precisa dominar todas as áreas, mas deve buscar conexões com mentores experientes. A transparência na narrativa da marca nas redes sociais também tem sido chave para fortalecer a comunidade e humanizar o negócio.